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Os cus de Judas: uma questão de pulsação

Os Cus de Judas, António Lobo Antunes, Edit. Alfaguara Há em música uma pulsação que todo ouvido percebe. Não interessa saber se o músico usou compasso simples, composto, binário, ternário, o diabo a quatro, porque o que ouvido e cérebro sacam é a pulsação, aquela que faz o pé bater, que se espalha pelo corpo e até provoca a dança, ou pelo menos o sacolejo. Nem há necessidade da batida de um instrumento de percussão para essa percepção. O ritmo está em tudo. Existirá o não-ritmo? Também na prosa ele está. O ritmo do escritor é aquele pulsar que fica nos nossos ouvidos quando fechamos o livro e os olhos e pousamos a cabeça no travesseiro, à espera do sono. Todos têm um. Chico Buarque, em ent

Da educação editorial. Comentário a uma reportagem do Estadão

O Caderno Cultura do Jornal O Estado de São Paulo traz na página 6 (D6) da edição de hoje em artigo de Francisco Quinteiro Pires sobre a reedição de uma antiga tradução de Educação sentimental e a previsão de uma nova tradução que deverá ser lançada em 2010 pela Cosac Naif. A tradução antiga é da autoria de Adolfo Casais Monteiro (1908-1972), e a editora é a Nova Alexandria. A da Cosac Naif será assinada por Samuel Titan Jr. Não conheço a tradução de Adolfo Casais Monteiro, li a obra em francês, mas, segundo Titan, ele “não percebeu a modernidade de Flaubert”, e, por causa disso, “nos pontos em que Flaubert é mais prosaico, ele adota um viés metaforizante, arredonda frases e parágrafos para

A GRENHA

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Ivone Benedetti
 
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