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Estive em Lisboa e lembrei de você: uma leitura

Muitos autores já criaram personagens cândidos. O de Voltaire é o mais óbvio. Mas não é do tipo de Serginho, personagem de Ruffato. Policarpo Quaresma era um cândido, mas também de outro tipo. Policarpo Quaresma, aliás, já não existe no Brasil, se é que alguma vez existiu. Serginho, sim, é o típico cândido brasileiro. Pode parecer estranha essa história de cândido brasileiro típico. Porque brasileiro costuma ser visto como aquele sujeito que quer levar vantagem em tudo. Esse existe, é também um tipo. Um tipo urbano, no qual a candura se transformou em vigarice, numa metamorfose semelhante à que ocorre quando a saudável replicação das células se transforma em câncer. O vigarista é uma desna

O mito da estranheza

Este é um momento em que as editoras brasileiras estão dando preferência às traduções feitas diretamente de idiomas originais mais “exóticos”, abandonando de vez as traduções de traduções de línguas pertencentes a um universo cultural mais próximo, como o do francês e do inglês. O enriquecimento de nossa sociedade deve ter relação com essa mudança, que conta já umas duas décadas. Coincide, não por acaso, com uma discussão (já também não muito nova) sobre duas atitudes aparentemente antagônicas: a domesticação e a estrangeirização em tradução. Para os que não pertencem ao ramo, tento explicar: a tradução domesticadora cria um texto fluente, que não parece traduzido, lançando mão de arredondam

A GRENHA

Blog de
Ivone Benedetti
 
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