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benedetti

Cabo de guerra

Ivone Benedetti

Orelha: B. Kucinski

Editora: Boitempo

Cabo de guerra invoca fantasmas do passado militar brasileiro pela perspectiva incômoda de um homem sem convicções transformado em agente infiltrado.

No final da década de 1960, um rapaz deixa o aconchego da casa materna na Bahia para tentar a sorte em São Paulo. Em meio à efervescência política da época, que não fazia parte de seus planos, ele flerta com a militância de esquerda, vai parar nos porões da ditadura e muda radicalmente de rumo, selando não apenas seu destino, mas o de muitos de seus ex-companheiros.

Quarenta anos depois, ainda é difícil o balanço: como decidir entre dois lados, dois polos, duas pontas do cabo de guerra que lhe ofertaram? E, entre as visões fantasmagóricas que o assaltam desde criança e a realidade que ele acredita enxergar, esse protagonista com vocação para coadjuvante se entrega durante três dias a um estranho acerto de contas com a própria existência. Assistido por uma irmã devota e rodeado por uma série de personagens emersos de páginas infelizes, ele chafurda numa ferida eternamente aberta na história do país.

Num texto em que nenhum elemento aparece por acaso e no qual, a cada leitura, uma nova referência se revela, o leitor se vê completamente envolvido pela história de um protagonista desprovido de paixões, dono de uma biografia banal e indiferente à polarização política que tanto marcou a década de 1970 no Brasil. Essa figura anônima será, nessa ficção histórica, peça fundamental no desfecho de um trágico enredo.

Neste Cabo de guerra, são inúmeras e incômodas as pontes lançadas entre passado e presente, entre realidade e invenção. Para mencionar apenas uma, a abordagem do ato de delação política não poderia ser mais instigante para a reflexão sobre o Brasil contemporâneo.

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Para saber mais

"E se eu estou vendo fantasmas?"

Belíssima análise de Juliane Vargas Welter

"O cabo de guerra da sociedade brasileira ontem e hoje"

Entrevista a Leslie Chaves da Unisinos

"Um conto de dois países"

Entrevista a Bruna Dantas Lobato, da revista Pessoa

"A hora de acertar contas com o passado passou"

Entrevista a Andréia Martins, da revista Clichetes

"Cabo de guerra e os anos de chumbo no Brasil"

Resenha da revista Homo Litteratus

"Adestramento autoritário do homem-cão"

Resenha de Ivan Marsiglia para o Suplemento Pernambuco.

"Ivone Benedetti e Bernardo Kucinski ambientam histórias na ditadura"
Artigo n'O Globo sobre Cabo de guerra Os visitantes de Kucinski.

"Dos modos de tratar a infâmia"

Artigo em meu blog, como resposta a perguntas de Jéssica da Silva Carvalho.

Crítica de Cabo de guerra de Ivone Benedetti

Crítica de Sérgio Tavares. publicada em São Paulo Review, 26/07/2016

"Para que não volte mais: novos romances retratam ditadura militar no Brasil"

Resenha de Rodrigo Casarin no Uol Entretenimento

"Narrador-delator sem culpa torna 'Cabo de Guerra' perturbador"

Crítica de Paula Sperb na Ilustrada da Folha de São Paulo em 30/07/16.

“O que ganhamos?”, pergunta a autora de “Cabo de Guerra” Ivone Benedetti sobre o impeachment.

Entrevista a Ricardo Ballarine, do blog Capítulo Dois

ASSASSINOS TÊM CONSCIÊNCIA?

Resenha de Rogerio Christofoletti, no blog Literatura policial

Entrevista a Roberta Carmona, do site Literatorios

Os dois demônios

Resenha de Ricardo Lísias para o site Peixe Elétrico

Vida de cachorro

Resenha de Flávio Aguiar 

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